TV 3D

 

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As TVs 3D foram destaques da maior feira mundial de produtos eletrônicos de consumo, a CES – Consumer Electronics Show, nos EUA.

No ano passado os sistemas 3D, OLED, SED e LASER tentavam ganhar espaço no mercado ao mesmo tempo, para competir com as tvs de plasma, LCDs, etc., porém quem conseguiu se firmar foi o 3D.

Este sistema foi inventado no século XIX, mas não emplacou pela tela da tv ser 2D (altura e comprimento), a qual projeta uma imagem bidimensional, como nas telas de projetores e monitores. Na  3D além da altura e comprimento, tem a profundidade, o que deixa a imagem tridimensional. 

Tanto no cinema, quanto filme em DVD, precisam ser assistidos com óculos 3D, pois sem eles a imagem fica desfocada, devido ao sistema sobrepor duas imagens semelhantes e estas serem deslocadas horizontalmente.

Tipos de óculos

Passivos – são aqueles óculos usados em cinemas 3D, usados anteriormente em cinemas de parque de diversão, chamado “cinema 180º”.

Ativos – estes são acessórios obrigatórios no uso das TVs 3D (pelo menos por enquanto), basicamente “enganam” o cérebro “abrindo” ou “fechando” o lado direito e o lado esquerdo alternadamente em altíssima freqüência. A desvantagem é o uso da bateria e custo alto, pois são na verdade 2 pequenas telas LCDs que recebem sinais transmitidos em IR ou Bluetooth. Cada telespectador deve ter o seu e o óculos não é universal, ele só funciona na sua TV ou no máximo nos aparelhos de um mesmo fabricante.

CONTEÚDO

Conforme falamos, duas imagens semelhantes são sobrepostas com uma pequena diferença para poder com o óculos “enganar” o cérebro. Por isto o conteúdo (filmes, programação de TVs e shows musicais) deve ser gravado com par de câmeras especiais para que o efeito seja consistente.

Neste ponto reside um problema: não temos ainda conteúdo no Brasil. A Globo e a Band fizeram algumas experiências em 3D, mas nada concreto para o futuro, pois custa mais caro produzir algo em 3D. Pouquíssimos filmes em Blu-Ray importados são os conteúdos disponíveis lá fora.

O reprodutor Blu-Ray deverá ser 3D também, por isto normalmente serão vendidos no início a TV e o Blu-Ray 3D juntos.

SIMULANDO O 3D

Existe a possibilidade de assistir fontes em 2D (imagens atuais) e a TV 3D simular a imagem tridimensional.

Contudo o resultado provavelmente será ruim em termos de profundidade (3D). Provavelmente acontecerá o que ocorre em aúdio quando reproduzimos fontes stéreos ( CD por exemplo) em sistema de multicanais 5.1 ou 7.1 e regularmos em Pro Lógic II para tentarmos reproduzir efeito surround . O resultado é incipiente.

PRÓS

– Pelo fato de ter profundidade o efeito da imagem é fantástica, bem real, principalmente se tiver um bom efeito surround (áudio).

– As imagens são em HD, isto é, em alta definição (1920 x 1080).

– As TVs são fabricadas em LCD de LED, portanto finas e leves.

– O sistema não é restrito a filmes, podem ser gravados também shows musicais, programação de TV, fotos, gráficos ou qualquer tipo de imagem, podendo migrar para computadores.

CONTRAS

– Falta de conteúdo (programas gravados em 3D).

– Simulação 3D: resultado ruim (programação normal em 2D e a TV simulando o 3D).

– Fato de cada pessoa ter que usar o óculos, o que custa em torno de R$ 250,00 cada óculos do tipo ativo.

– Angulação baixa: como as imagens são sobrepostas o ângulo é pequeno, isto é, tem que assistir a TV de frente, de lado o efeito é menor. Isto impossibilita também ter vários telespectadores ao mesmo tempo.

– Olhos alinhados: como o cérebro é “enganado” pela alteração de um olho ao outro, provavelmente pessoas que enxergam muito diferente do olho direito em relação ao olho esquerdo não perceberá o efeito 3D.

– Preço: TV e o óculos muito caros.