Pegadinhas dos fabricantes e vendedores de áudio/vídeo
Desde os tempos de estudante de eletrônica (“faz muiiiiito tempo!”) existe um exagero nas especificações dos fabricantes e conversa de vendedores das lojas.
Alguns exageros viraram casos de PROCON, de VARAS CÍVEIS ou manchetes de jornais e revistas.
São necessidades de marketing, vendas, de superação em relação aos concorrentes, ou questão de sobrevivência, fazem com que alguns fabricantes, lojistas e vendedores enfatizem predicados irreais, inexistentes ou fantasiosos.
Veremos alguns exemplos simples que todos já devem ter presenciado, participados ou conhece algum amigo ou parente que passou por este experiência:
Potência do equipamento
Este é antológico. Os sistemas que são vendidos em shopping e supermercados são campeões de aumentar a potência real. A medição de potência é dada em WATTS RMS (W), sem menor cerimônia é aumentado 10, 100 vezes. Por isto vemos a potência em alguns equipamentos baratos anunciados com 100W, 150W, 1000W, 2000W, por canal…
A título de exemplo : um receiver perto do topo de linha da Onkyo o modelo TX SR 876 no Brasil com garantia de fabrica o valor é de R$ 12.090,00 com 140W por canal.
Como um Home Theater in Box ou Micro System que custa R$ 500,00, R$ 1.000,00, R$ 2.000,00 tem potência igual ou maior? Normalmente se medirmos em laboratório estes equipamentos apresentam entre 10W a 35W por canal. (impedância de saída de 8 ohms e THD baixo).
Potência nominal maior não é sinônima de qualidade.
Digital
A palavra DIGITAL é hoje uma palavra muito genérica. A pouco tempo atrás e ainda hoje em alguns locais do Brasil determinados operadoras de TV por assinatura por causa da pirataria, procura os clientes para a troca do decodificador. O mote da campanha é que o novo aparelho é DIGITAL.
Na verdade a palavra DIGITAL confunde as pessoas por causa da HDTV (TV DIGITAL).
Nada tem a ver o dito DECODER DIGITAL com 480 linhas de resolução com a HDTV (TV DIGITAL) 1080 linhas de resolução.
Muitas pessoas acabaram trocando o equipamento achando que haveria uma melhora na imagem e na realidade o resultado é o quase o mesmo do decoder anterior.
Portanto a qualidade melhor nas TVs por assinatura somente nos pacotes FULL HD .
Não confunda decoder digital com HDTV (Tv digital) que é gratuita.
Full HD (alta definição plena ou no máximo)
Este termo usado em TVs, projetores, Blue Ray, Tvs por assinaturas tops de linha, sugestiona que a imagem é o alto, insuperável, o maior, perfeito, etc…..
A resolução do chamado FULL HD é 1920 X 1080 linhas , num cálculo simples = 2.073.600 ou 2,07 M
A “fantástica” resolução do FULL HD é de 2,07M
QUAL É MESMO A RESOLUÇÃO DA SUA MAQUININHA FOTOGRÁFICA ? 5 M , 7M, 8M, 10M , 13M ? ( 1 M = 1 MEGA = 1.000.000)
Portanto a resolução das TVs ou projetores FULL HD são muito baixos em relação a qualquer máquina fotográfica atual.
Só fico imaginando o termo que vão inventar nos equipamentos futuros: GIGA FULL HD, TOP FULL HD, TURBO FULL HD, MAX FULL HD ou algum termo que vão novamente fazer com que achamos que estamos tendo o máximo de desempenho em resolução.
TV de LED x TV LCD x TV OLED
Este exemplo é bem atual. Os fabricantes estão tentando confundir o termo TV LCD DE LED por TV OLED.
São tecnologias bem diferentes, a parte física facilmente visível é a profundidade (espessura): TV LCD DE LED tem 50mm (5cm) aproximadamente e TV OLED 3mm (0,3 cm). Muito mais fina!
Abaixo numa explicação bem sucinta, as tecnologias de TVs que conhecemos:
TV CRT – TUBO DE RAIOS CATÓDICOS – TV convencional , tela plana de retroprojeção – 14” , 20”, 29” , 36” etc. A imagem se forma por uma “varredura” (scan) 525 linhas horizontais e 30 quadros por segundo. A “iluminação” se cria dentro da tela.
TV DE PLASMA – Tecnologia PDP (painel de display de plasma) a tecnologia consiste em ionização de gases (plasma) contidos em camadas de fósforo, isto acontece em milhares de pontos com a mistura de três cores primárias que efetivamente vão formar as cores através desta combinação de cores. A “iluminação” se cria dentro da tela.
TV DE LCD – Um sanduíche de substrato (líquido) com propriedades de cristal entre dois vidros. As moléculas dessa substanciam podem ser orientadas com aplicação de descargas elétricas este tecnologia é o do LCD. O problema é que não tem “iluminação” própria como a CRT e os Plasmas.
A solução foi iluminar por trás (back light) por lâmpadas parecidas com fluorescentes desta forma consegue uma excelente taxa de brilho, por este motivo a aplicação inicial dos LCDs foi tela do computador. Pois o ambiente de trabalho é sempre bem iluminado.
A TV dita LED a tecnologia é LCD, mas com “iluminação” (back light) em lâmpadas LED. Existem vantagens usando tecnologia LCD com “back light” em LED neste caso: menor profundidade e menor consumo de energia.
Portanto a tecnologia da formação da imagem é a mesma nos dois, somente muda a “iluminação” (back light).
A “iluminação” se cria fora do painel LCD.
Mas como ficariam os nomes?
Poderia ser simplesmente TV LCD ( já que a tecnologia é LCD nos dois tipos)
Ou se o fabricante fosse inserir nos nomes o tipo de Back Light : TV LCD FLUORESCENTE e TV LCD de LED.(alguns fabricantes escrevem o nome correto normalmente 1 única vez nas propagandas)
TV OLED
Tecnologia inventada pela KODAK a mais de 30 anos, não necessita de” iluminação” externa, se forma dentro de camadas emissivas orgânicas e condutoras protegidas em vidro.
A flexilbilidade desta tecnologia é fantástica:
Pode ser transparente, quase um vidro, podendo por exemplo ser usada em vitrines de lojas, ônibus no lugar dos vidros para transmitir propagandas. Ou no seu espelho do seu quarto ou banheiro passar imagens de vídeo e TVs no tamanho que quiser.
A tela é flexível imagino que possa ser estampada numa blusa e sair na rua transmitindo imagens.
Existe a possibilidade de ser branco, atuando como uma lâmpada. No teto, na parede, num objeto existe muitas utilizações para ele.
Por estes atributos não é a toa que os fabricantes de LCDs estão tentando confundir LED por OLED.
O uso atual em produtos em massa é limitado por seu custo alto, encontramos em painel de som automotivo, tocadores de MP3 e em alguns celulares.
Existem comercialmente TVs de OLED em tamanho menores sendo vendido atualmente no Japão.
No futuro vamos escrever um artigo mais detalhado sobre esta fantástica tecnologia.
Mas os fabricantes não param por aí, já foi apresentado as telas SED (Surfing Conduction Electron emitter display) e as Telas a LASER nas feiras internacionais.
Mas não fique triste com a sua TV LCD DE LED já defasada, ele ainda tem muitos atributos, o avanço da tecnologia é assim mesmo. O homem vive de avanço e de conquistas, um dia você terá a sua TV OLED, TV a LASER ou a TV SED…sfs
Sistemas de Home Theater 6.2, 6.4, 7.2, 7.4…
O layout básico dos sistemas de decodificação (canais discretos) e a sua amplificação no decorrer dos tempos são (existem as suas variantes):
Mono ou Monoural – 1 saída;
Stereo 2.0 – 2 saídas, direita e esquerda (2 canais discretos);
Dolby Pro Logic 2.0 – direita e esquerda (2 canais discretos), dos 2 canais se tiram amostragem para os outras canais.;
Dolby Digital, DTS 5.1 – Direita, esquerda, central, surround direito, surround esquerdo e subwoofer (6 canais discretos);
Dolby Digital, DTS 7.1 – Direita, esquerda, central, surround direito, surround esquerdo, central back direito, central back esquerdo e subwoofer (8 canais discretos).
"Canal discreto" significa o número de canais gravados em separados na mídia de som e que possa ser reproduzido também em separado.
Vamos usar como exemplo o velho e conhecido “STÉREO”. Todos conhecem bem e sabemos que temos nesta configuração o canal direito e esquerdo. No carro, MP3, no micro system, TVs enfim em vários equipamentos ainda são usados, em alguns discos em DVD é apresentado como stéreo ou 2.0, justamente por ter 2 canais de áudios distintos.(discreto). Neste exemplo portanto são 2 canais , mesmo instalando por exemplo 4 caixas de som no carro o sistema continua STÉREO (2.0) apesar de ter neste exemplo 4 falantes. O número de falantes não muda a configuração. Num outro exemplo o som ambiente que é uma configuração essencialmente stéreo pode ter 4,10, 30, 50, 100 caixas de som mais a configuração continua stéreo ou 2.0.
Existem fabricantes que usam como arma de venda esta “confusão” de números para aumentar as suas vendas:
Equipamentos 6.1 sendo anunciados como 6.2 ou 6.4.- neste caso o “.2″ e “.4″ seria o número de canais do subwoofer- o equipamento comentado é 6.1 porém oferecido com 2 ou 4 subwoofers, o fato de ter mais caixas de subwoofers, não significa que vai tornar 6.1 em 6.2 ou 6.4.O anúncio correto seria equipamentos 6.1 com 2 ou 4 subwoofeers.
Equipamentos 7.1 sendo anunciados como 7.2 ou 7.4- é mesmo raciocínio é usado nestes equipamentos que são anunciados como 7.2 ou 7.4 que na realidade a decodificação é 7.1 mas oferecidos com 2 ou 4 subwoofers.
DICA CW ELETRO
Em ambos os casos é melhor usar um subwoofer de 10” ou 12” do que 2 ou 4 subwoofers de 6” ou 7”.
A confusão se dá no comprador de achar que o 6.2 ,6.4, 7,2 ou 7.4 (nestes caso irreais) é achar melhor que um 5.1 de marcas e qualidades melhores.
Vale afirmar que existem sistemas com decodificação 6.2, 7.2, 10.1, 10.2 .(existe o hardware (receiver) mas não conheço o sofware (discos). Que são realmente com processadores preparados para receber este layout de sinal, mas no exemplo anterior não é o caso, pois se trata de equipamentos de entradas vendidos em qualquer shopping centers, lojas de departamentos e supermercados.Neste caso acho um ato grave porque existem em outros produtos as decodificações anunciadas
Suporte de TV que atendem de 22” a 60”
Isto parece “conto do vigário”, “conto do bilhete premiado”, nas páginas policiais encontramos pessoas que caem neste golpe. Como existem consumidores que compram este tipo de suporte. Um instalador profissional não irá usar este tipo de suportes em TVs maiores porque tem um sério risco de cair. (jamais use em alvenaria e Dry Wall).
Abaixo tirado do artigo “Suportes p/ TV Plasma e LCD”.
DICA CWELTRO
Instale suporte maior que puder respeitando a largura da TV que não deve ser menor que a do suporte. Com isto os pontos de fixação ficam mais espaçados, sobretudo em alvenaria quando temos o azar de perfurar alguns pontos de fixação na argamassa e não no tijolo como se deve ser e em instalação em DRY WALL.
Outra vantagem: se no futuro trocar por uma TV maior ( ISTO VAI ACONTECER), quase sempre o mesmo suporte poderá ser usado.
Em relação a este dica, caso esteja em dúvida na escolha do tamanho do suporte contate conosco e peça orientação.
www.cweletro.com.br
Clique aqui para ler por completo este artigo.
Quando escutamos aquela história que a TV caiu no chão (perca total) é sempre causado por suporte de má qualidade ou de mão de obra irresponsável.
Em nossas instalações usamos as duas marcas mais reconhecida no país:
ELG Pedestais e AIRON Flex.
A duas marcas não garantem no quesito “mão de obra irresponsável”, mas são suportes com chapa mais grossa, travas de segurança e tabela de compatibilidade de acordo com tamanho e PESO da TV a ser instalada.
Não compre suporte pequeno ou barato para sua TV (esta economia não compensa).
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Este artigo é interminável e vai sofrer atualizações. Além dos exemplos acima, as pegadinhas mais conhecidos são: taxa de contraste e brilho altíssimos, potência da lâmpada em projetores, de afirmar que TV LCD é melhor que TV de Plasma, compre TV porque projetor já era, os sistema em projetores DLP é melhor que LCD, etc. Vamos falar sobre elas e de outros também. Pedimos aos clientes e amigos que enviem as suas sugestões.