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TV 3D

1, julho, 2010

As TVs 3D foram destaques da CES Consumer Electronics Show (maior feira mundial de produtos eletrônicos de consumo) no início do ano nos EUA.

No ano passado os sistemas 3D, OLED, SED e LASER eram os que degladiavam entre si nos bastidores e perguntávamos qual sairia vitorioso para poder competir com Plasmas, LCDs e LCDs de LED tecnologias já presentes e consagradas.

Parece que o 3D saiu na frente neste difícil mercado.

Mas como funciona o 3D?

O sistema foi inventado no século IXX, mas nunca teve sucesso.

A dificuldade começa porque a nossa tela é 2D: altura e profundidade (TVs, telas de projetor e monitores) é a chamada imagem bidimensional, falta na verdade a profundidade, com ele se torna tridimensional (3D).

Para isto os sistemas existentes enganam o cérebro, sobrepondo 2 imagens semelhantes e ligeiramente deslocadas normalmente na horizontal. Por este motivo sem o uso do óculo as imagens são desfocadas. Quem já foi no cinema e já viu este tipo de filme necessitou daqueles óculos de plástico para poder assistir, se retirar-lo a imagem fica desfocada. Alguns filmes em DVDs foram lançados em 3D e o uso dos óculos também é um acessório indispensável.

 

 

Tipos de óculos

 

Passivos – são aqueles óculos usados em cinemas 3D, (lembro que a partir da década de 80 ter assistido filmes em cinema) ou em parque de diversões o chamado “cinema 180º”.

Ativos – estes são acessórios obrigatórios no uso das TVs 3D (pelo menos por enquanto), basicamente “enganam” o cérebro “abrindo” ou “fechando” o lado direito e o lado esquerdo alternadamente em altíssima freqüência. A desvantagem é o uso da bateria e custo alto, pois são na verdade 2 pequenas telas LCDs que recebem sinais transmitidos em IR ou Bluetooth.

Cada telespectador deve ter o seu.  E o óculos não é universal, ele só funciona na sua TV ou no máximo nos aparelhos de um mesmo fabricante.

CONTEÚDO

 

Conforme falamos 2 imagens semelhantes são sobrepostas com uma pequena diferença para poder com o óculos “enganar” o cérebro. Por isto o conteúdo (filmes, programação de TVs e shows musicais) deve ser gravado com par de câmeras especiais para que o efeito seja consistente.

Neste ponto reside um problema: não temos ainda conteúdo no Brasil. A Globo e a Band fizeram algumas experiências em 3D, mas nada concreto para o futuro, pois custa mais caro produzir algo em 3D. Pouquíssimos filmes em Blue-Ray importados são os conteúdos disponíveis lá fora.

O reprodutor Blue-Ray deverá ser 3D também, por isto normalmente serão vendidos no início a TV e o Blue-Ray 3D juntos.

SIMULANDO O 3D

 

Existe a possibilidade a assistir  fontes em 2D (imagens atuais) e a TV 3D simular a imagem tridimensional.

Contudo o resultado provavelmente será ruim em termos de profundidade (3D).

Provavelmente acontecerá o que ocorre em aúdio quando reproduzimos fontes stéreos ( CD por exemplo) em sistema de multicanais 5.1 ou 7.1 e regularmos em Pro Lógic II para tentarmos reproduzir efeito surround . O resultado é incipiente.

PRÓS E CONTRA

 

Estamos em junho de 2010, a véspera de lançamento de TVs 3D no país, portanto não assisti nenhum filme em 3D neste tipo de TV, este artigo foi escrito a partir de informações de fabricantes, revistas especializadas e experiências em cinema 3D, DVD 3D e cinemas 180°.(décadas de 80 em diante).

O que motivou a escrever este, é de que alguns clientes já demonstraram interesse neste lançamento.

OS CONTRA

Acredito que existem alguns problemas sérios que impediram que o sistema tivesse sucesso até agora e outros em relação as TVs 3D:

- falta de conteúdo ( programas gravados em 3D)

- simulação 3D : resultado ruim (programação normal em 2D e a TV simulando o 3D)

-fato de cada pessoa ter que usar o óculos ( estimasse que seja R$ 250,00 o valor de cada óculos ativo) imagine comprar óculos para toda a “galera” ( sendo que o óculos não é universal)

- angulação baixa : como as imagens são sobrepostas o ângulo é pequeno, isto, é deve assistir de frente a TV, de lado o efeito é menor. Isto impossibilita também ter muitos telespectadores ao mesmo tempo.

-olhos alinhados : como o cérebro é “enganado” pela alteração de um olho ao outro , provavelmente pessoas que enxergam muito diferente do olho direito em relação ao olho esquerdo não perceberá o efeito 3D. Isto explica que em saídas de cinema 3D  ouvimos alguns comentários de  algumas pessoas não percebem o efeito 3D e outros acharam ótimos.

- preço – muito caro  a TV e o óculos, pode abaixar conforme demanda.

OS PRÓS

- O fato de ter a profundidade o efeito de imagem é fantástica, muito real, ainda mais se juntar com um bom efeito surround (áudio).

- As imagens são em HD , isto é em alta definição (1920 x 1080).

- As TVs são fabricadas em LCD de LED, portanto finas e leves.

-os sistema não é restrito a filmes, podendo ser gravados show musicais, programação de TV, fotos, gráficos ou qualquer tipo de imagem, podendo migrar para computadores.

CONCLUSÃO

De imediato não temos motivo raciona para comprar este tipo de equipamento, contudo somos muitas vezes irracionais.

A falta de conteúdo é um grande problema.

Quando tivermos programações em TVs ( acredito que eventos esportivos vão ser os pioneiros , leia-se futebol e F1) e filmes a situação irá inverter.

Quando será?  Pode ser rápido, lento ou pode não acontecer vamos torcer que seja muito rápido. Pena que para a Copa do Mundo não deu tempo… Para os brasileiros (ao contrário dos espanhóis e americanos que poderão assistir em 3D).

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